23 de julho de 2017
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Testamos 6 modelos de bombas de piso para você

Para manter o risco de furos no mínimo possível e diminuir a resistência de rolagem ao máximo, os pneus de bicicleta precisam ser calibrados regularmente. Apesar de que calibradores de postos de gasolina e bombas portáteis possam inflar o pneu com certa eficiência, se você é um ciclista que pratica trilhas com frequência, considere a aquisição de uma bomba de ar do tipo floor pump, conhecida no Brasil como bomba de pé ou de piso.

O site MTB Brasília testou 6 bombas de piso disponíveis no mercado brasileiro. foram avaliados os desempenhos das bombas Serfas FMP-200CH, Serfas TCPG, Topeak JoeBlow Mountain, Giyo GF-12, Pro Touring e Park Tool PFP-5.

Critérios de avaliação

O teste foi realizado da seguinte maneira: utilizamos dois tipos de rodas aro 29 e uma aro 26. Levamos em consideração na análise o material de construção, facilidade de uso, acurácia do manômetro e quantas “bombadas” necessárias para se encher o pneu.

Cabeça – Todas os modelos testados estão aptos a encher pneus com válvulas schrader (conhecida como “pito grosso”) ou presta (“pito fino”), sendo que nos modelos das marcas Serfas e Gyio é utilizado o sistema de cabeça “inteligente”, que reconhece automaticamente o tipo de válvula. Nos demais modelos, é utilizada o sistema de saída dupla, onde a cabeça possui um orifício de saída para cada tipo de válvula. em nossa opinião, o primeiro sistema é muito mais prático.

Manômetro  – O que conta aqui é o óbvio. todas as bombas testadas aqui vieram equipadas com manômetros. Algumas montadas na base da bomba, outras em cima. Durante os testes, notamos que as bombas cujo manômetro ficava situado na parte superior tiveram os piores resultados no quesito precisão, talvez pelo fato de que a distância maior entre a saída do ar e o manômetro exige uma mangueira de ar maior, que pode expandir durante o processo de enchimento do pneu e gerar falsas medições.

Barril – A construção do barril em material metálico permite maior dissipação de calor durante o enchimento do pneu. Por outro lado, barris com tamanho maior permitem bombear maior volume de ar para os pneus, embora não necessariamente com a pressão necessária.
Mangueira – Uma mangueira feita em material de baixa qualidade pode por a perder a melhor das bombas. Um boa mangueira deve ser flexível, porém não expansível internamente, possuir um comprimento razoável e ser resistente a abrasão.

Para os testes, foram utilizados os seguintes acessórios:

  • Roda nº 1: Easton EA70, montada com pneu Michelin Wild Racer 2.1 (aro 29)
  • Roda nº 2: Roval Carbon, montada com pneu Specialized Fastrack 2.0 Tubeless (aro 29)
  • Roda nº 3: Mavic Crossmax SLR, montada com pneu Continental 2.2 Tubeless (aro 26)
  • Manômetros Digitais Schwalbe e Shimano Pro

Vamos aos resultados:

Serfas FMP-200CH e TCGP

Serfas FP-200CH
Serfas FP-200CH

Sediada na cidade de Rancho Santa Margarita, Califórnia, a marca Serfas oferece uma gama extensa de bombas de ar do tipo floor pump, desde os básica para uso recreacional até as bombas top de linha para utilização profissional. De acordo com o fabricante, ambos os modelos possuem a capacidade máxima de pressão de 160PSI.

Serfas TCPG
Serfas TCPG

Testamos dois modelos, a TCGP e a FP-200CH, ambas situadas na faixa intermediária do fabricante. Ambas possuem o sistema Simple Valve, que permite que a bomba infle tanto câmaras de ar com válvula schrader (conhecida como “pito grosso”) quanto as válvulas presta (“pito fino”) sem a necessidade de adaptadores ou desmontagem da cabeça. O corpo (barril) de ambas é construído em alumínio com tamanho, sendo que o pé da TCGP é de material plástico, mais frágil em comparação ao modelo FP-200CH que é em alumínio, que em tese resiste mais a utilização outdoor.

O manômetro da TCGP possui visibilidade mediana, fator agravado pelo fato deste estar localizado praticamente ao pé da bomba. Por outro lado, isto garante uma maior precisão do mesmo, já que quanto mais distante da saída de ar, menos preciso se torna o manômetro, já que a mangueira que o liga a saída de ar pode expandir durante a calibração do pneu, resultando em medições errôneas.

O modelo FP-200CH por outro lado, possui o manômetro na parte superior da bomba, sendo ligado a saída de ar por uma mangueira de quase 50 cm de comprimento. Isto provavelmente foi o responsável pela sua inexatidão durante nosso teste.

O preço médio do modelo TCPG é de 99 reais enquanto o modelo FP-200CH é de 150 reais. Ambas vem acompanhadas com adaptador para encher bolas.

Topeak JoeBlow Mountain

Topeak Joeblow Mountain
Topeak Joeblow Mountain

Em uma primeira impressão, o modelo da Topeak impressiona pelo tamanho exagerado e pelo belo acabamento nas cores preto e amarelo, as cores oficiais da marca.

Como o próprio nome diz, a JoeBlow Mountain é indicada para utilização em pneus de mountain bike. Graças a seu enorme barril – 1/3 maior que a maioria das bombas do mercado -, ela foi capaz de encher um pneu de MTB com apenas 13 “bombadas” (em uma roda aro 29 com pneu 2.0 a 30 psi). Por outro lado ela não consegue entregar mais do que 60 psi, o que a inviabiliza para uso com bicicletas de estrada.

A JoeBlow Mountain possui manômetro situado na base, sendo que seu display, apesar de pequeno em comparação com os outros modelos, possui legibilidade razoável, graças a sua numeração na cor branca sobre fundo preto e ponteiro na cor amarela.

Sua cabeça possui as saídas para válvulas schrader e presta opostas, sendo que a seleção é realizada pela alavanca de trava. Embora de aparência frágil (é feita em material plástico), deu conta do recado, mantendo a cabeça firmemente presa a válvula durante a operação de enchimento do pneu.

O preço médio do modelo JoeBlow Mountain é de 160 reais.

Gyio GF-12

Giyo GF-12
Giyo GF-12

A marca Gyio nos parece ser daquelas “marca-barbante” onde nunca encontramos maiores informações sobre as mesmas. Fomos incapazes sequer de localizar o site oficial da empresa, sendo que as informações sobre suas características só aparecem em fontes não oficiais. De acordo com as mesmas, a GF-12 é capaz de atingir assustadores 260psi.

Paradoxalmente a esta falta de informação, nos surpreendemos com este produto de qualidade acima da média. A GF-12 é construída quase que inteiramente em alumínio (incluindo a base, bastante resistente as pisadas com os taquinhos das sapatilhas!). Durante nosso teste, encheu rapidamente os pneus e com precisão bastante similar a marcas mais conhecidas e preferidas do grande público.

De todos os modelos testados, possui a cabeça mais robusta e prática: basta encaixar a mesma na válvula e travar a alavanca, sem necessidade de adaptadores. A mangueira da bomba é longa o suficiente para evitar contorcionismos do ciclista ao encher o pneu.

Ponto negativo? A pintura de gosto um tanto quanto duvidoso…

A Gyio GF-12 pode ser encontrado no mercado nacional com o preço médio de 180 reais.

(Shimano) Pro Touring

Pro Touring
Pro Touring

A marca Pro, subsidiária da Shimano, é conhecida pela qualidade e custo x benefício de seus produtos. Talvez por isto tenhamos criado uma certa expectativa com esta bela bomba de ar na cor azul e branca, toda em alumínio.

Seu tamanho compacto refletiu em sua performance no teste: foi a bomba que mais deu trabalho para encher um pneu, com uma média de 45 “bombadas” para encher um pneu a 30 psi. A postura do ciclista enquanto bombeia o ar é sofrível. A menos que você possua a altura máxima de um metro e meio, provavelmente terá dor nas costas.

Seu manômetro, embora preciso, possui uma péssima visibilidade (principalmente para mim, que sou míope) e sua cabeça, com saídas opostas para ambos os modelos de válvula, possui uma trava que em nossa opinião é pequena demais e frágil.

De acordo com o fabricante, a Touring é capaz de fornecer até 160 psi, sendo indicada para utilização tanto para bike mountain bike quanto para speed.

O preço médio deste modelo é de 150 reais é é vendida nas cores preta, azul e amarela.

Park Tool PFP-5

Park Tool PFP-5
Park Tool PFP-5

A marca norte-americana Park Tool é sinônimo de ferramentas de precisão para o ciclismo. Fundada em 1963, a marca, que só produz ferramentas para bikes é a maior do mundo, sendo que praticamente todas as oficinas que conhecemos utilizam as ferramentas de “cabo azul”.

A marca possui uma completa com bombas de piso e, de todas as marcas testadas, a única que oferece em seu site todas as peças de reposição de suas bombas. Resumindo, uma bomba Park Tool é um produto para uma vida inteira.

O modelo testado, a PFP-5, apesar de ser o modelo básico da empresa, não nos decepcionou em nenhum momento. Seu barril construído em alumínio, tem a capacidade de encher com facilidade qualquer tipo de pneu, embora não tão rapidamente quanto algumas das suas concorrentes.

Seu manômetro, o maior de todas as bombas testadas, possui excelente visibilidade e a melhor precisão do teste.

A cabeça possui duas saídas, sendo que, ao contrário dos demais modelos, ficam no mesmo lado e não opostas. A alavanca de trava em alumínio é ergonômica e resistente.

A PFP-5 pode ser encontrada no Brasil ao preço médio de 180 reais.

Resultados

Serfas
FMP-200
Serfas
TCGP
Topeak
JoeBlow
Mountain
Giyo
GF-12
Pro
Touring
Park Tool
PFP-5
Construção ●●●● ●●●● ●●●●● ●●●● ●●● ●●●●●
Cabeça ●●●● ●●● ●●●●● ●●●●
Manômetro ●● ●●● ●●●● ●●● ●●●●●
Precisão ●● ●●● ●●● ●●●● ●●●●●
Preço ●●● ●●●● ●●● ●● ●●● ●●

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Sobre o autor

André Ramos é editor do website MTB Brasília
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