28 de junho de 2017
Inicial | Destaques | Lubrificantes para cabos e conduítes Puroil Bike Vegelub/Vegegrease
JPG Heelys 468x60

Lubrificantes para cabos e conduítes Puroil Bike Vegelub/Vegegrease

Graxa biodegradável do fabricante brasileiro promete prolongar a vita útil de cabos e conduítes de transmissão de bicicletas 

Um dos principais motivos para falhas na troca de marchas em transmissões mecânicas de bicicletas é a presença de sujeira ou falta de lubrificação em seus cabos e conduítes. Embora a grande maioria dos conduítes de boa qualidade já venha de fábrica pré-lubrificados, como é o caso do modelo SIS-SP41 da marca japonesa Shimano e do Sport Shift Housing, da taiwanesa Jagwire, fatores como sujeira, umidade e falta de manutenção podem prejudicar o correto movimento dos cabos em seu interior.

Embora este tipo de componente possua um baixo custo, muitas vezes a ausência de opções de boa qualidade nas lojas de bicicleta justifique sua relubrificação interna, de forma a prolongar sua vida útil, ainda que por um curto espaço de tempo. Além disso, nem todos os conduítes disponíveis no mercado vem pré-lubrificados, o que justifica o uso de lubrificantes especiais para esta finalidade.

Graxa Puroil Vegegrease (pote de 100 gramas)
Graxa Puroil Vegegrease (pote de 100 gramas)

Entre as diversas opções do mercado, destaca-se a linha Vegelub/Vegegrease, da brasileira Puroil, que promete dar vida nova a cabos e conduítes, reduzindo os níveis de atrito entre os mesmos, o que resultaria em aumento do desempenho na troca de marchas. Fomos conferir para ver se é verdade.

Características de um bom lubrificante para cabos e conduítes – Basicamente, um bom lubrificante para cabos e conduítes precisa possuir algumas características básicas: baixo nível de viscosidade ou consistência, resistência à água e proteção contra oxidação.

Uma graxa de viscosidade média ou alta irá interferir diretamente no livre movimento do cabo no interior do conduíte, prejudicando a troca de marchas. Já a proteção contra água e resistência à oxidação são particularmente úteis em bicicletas mountain bike, mais expostas às intempéries e à sujeira que as bikes de estrada.

Apresentação – Composta por três versões distintas – uma bisnaga de 15ml para uso ‘doméstico’, uma versão em spray com 140ml e um pote de 100 gramas para uso em oficinas, a linha Vegelub/Vegegrease, da Puroil possui características distintas no conteúdo de cada embalagem. Na bisnaga, a aparência do produto é de um líquido que se solidifica em contato com o ar, o que facilita sua aplicação por ciclistas com um mínimo conhecimento de mecânica. Neste caso, basta desconectar o cabo de marcha do câmbio, puxá-lo para fora do conduíte e aplicar uma dose generosa ao longo do mesmo, com a ponta dos dedos indicador e polegar.

Indicado para ser utilizado diretamente no interior do conduíte, a versão em spray vem com um canudo plástico que facilita a operação, que ainda tem a vantagem de expulsar por pressão quaisquer partículas de sujeira que por ventura estejam alojadas em seu interior. Entre as três versões do produto, considero a de uso mais prático.

Além das versões acima, a Puroil disponibiliza uma versão para uso em oficinas, apresentada em um pote de 100 gramas. Em um primeiro momento achei a mesma muito ‘pegajosa’ para uso em cabos, mas evitei chegar a alguma conclusão antes de iniciar os testes.

A versão em pote de 100 gramas apresentou uma consistência maior do que a normalmente encontrada em lubrificantes para cabos

O teste – Para a realização do teste dos produtos, utilizei cabos de aço inox da marca Shimano, modelo Y60030014, de uso recreacional/intermediário, em conjunto com conduítes Shimano SIS-SP41 e Alligator, da linha Basic. A título de comparação de resultados, utilizei em em outro conjunto de cabos e conduítes dos modelos citados as graxas Shimano Special Grease SIS-SP-41 e Slickoleum, indicadas para este tipo de uso.

A bicicleta utilizada conta com um roteamento inteiriço do conduíte (sem emendas), mais propício para a utilização deste produto já que, em bikes que utilizam conduítes seccionados, o cabo fica exposto, permitindo a contaminação da graxa com terra e sujeira.

Aplicação do produto – Tanto a versão em bisnaga quanto a em spray possibilitaram a aplicação tanto ao longo do cabo de marchas quanto diretamente no orifício do conduíte, com uma vantagem óbvia do aerosol, devido à pressão da lata, que força a graxa em sua forma líquida a se espalhar ao logo de seu interior. Já a versão em pode só permite sua aplicação diretamente no cabo de aço.

Tanto a versão em bisnaga quanto a em spray possibilitaram a aplicação tanto ao longo do cabo de marchas quanto diretamente no orifício do conduíte
Tanto a versão em bisnaga quanto a em spray possibilitaram a aplicação tanto ao longo do cabo de marchas quanto diretamente no orifício do conduíte

Já na aplicação da versão em pode, deparei-me com um problema: sua alta viscosidade muitas vezes ‘grudava’ o cabo de marchas no conduíte de forma comprometer seu deslizamento. O mesmo ocorreu quando a utilizei no cabo de acionamento da suspensão dianteira, que ficou mais duro com a plicação do produto. Embora isto não tenha ocorrido nas versões mais líquidas do produto, causou-me certa estranheza que um produto desenvolvido justamente para reduzir o atrito entre cabos e conduítes tenha resultado justamente no contrário!

Condições de uso – A linha Puroil Vegelub/Vegegrease foi utilizada durante dois meses, em clima seco e poeirento e na chuva. Nessas condições, pude constatar uma ligeira melhora nas condições de troca de marcha em conduítes velhos, embora longe da performance obtida pela troca dos mesmos por cabos e conduítes novos.

Custo x benefício – Atualmente, a linha Puroil Vegelub/Vegegrease é comercializada ao preço de R$ 31,99 (bisnaga de 15ml), R$ 69,90 (versão em spray) e R$ 119,00 (pote de 100 gramas). Na minha opinião, o melhor custo x benefício entre as três versões é, sem dúvida, a em spray, por sua capacidade de ser aplicada diretamente no interior do conduíte e expulsar por pressão eventuais sujidades em seu interior.

Conclusão – Apesar do apelo da linha Vegelub/Vegegrease que apregoa um prolongamento da vida útil dos cabos e conduítes de marcha e freios, a melhor solução para ‘renovar’ o conjunto de transmissão de sua bicicleta sempre será a substituição dos cabos e conduítes velhos e desgastados por modelos novos e de boa qualidade.

Na impossibilidade de fazê-lo e levando-se em consideração que um bom conjunto de cabos e conduítes de marcha custa, no mínimo 150 reais, é possível de fato dar uma melhorada nas condições da transmissão de sua bike através de uma boa lubrificação, embora não se deva esperar por milagres.

Graxa biodegradável do fabricante brasileiro promete prolongar a vita útil de cabos e conduítes de transmissão de bicicletas  m dos principais motivos para falhas na troca de marchas em transmissões mecânicas de bicicletas é a presença de sujeira ou falta de lubrificação em seus cabos e conduítes. Embora a grande…

Lubrificantes para cabos e conduítes Puroil Bike Vegelub/Vegegrease

Facilidade de uso
Eficiência
Durabilidade pós-aplicação
Preço

Regular!

Prolonga a vida útil de cabos e conduítes velhos e ressecados, mas não faz milagres...

User Rating: Be the first one !

Pontos positivos

  • Facilidade de uso;
  • Biodegradável e atóxica;
  • Não ataca peças plásticas e o-rings de borracha;
  • Permite um prolongamento da vida útil dos cabos e conduítes de marcha e freios;
  • Versão em spray permite uma aplicação mais eficiente;
  • Três versões de uso.

Pontos negativos

  • Dependendo das condições dos cabos e conduíte, compensa mais substituí-los;
  • Versão em pasta possui uma viscosidade muito alta, que pode interferir na troca de marchas;
  • Preço.

Sobre o autor

André Ramos é editor do website MTB Brasília
error: Textos, fotos, artes e vídeos do site MTB Brasília estão protegidos pela legislação brasileira sobre direito autoral. Não reproduza o conteúdo do jornal em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização